quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O Congresso bonachão

Especialistas em política tem analisado que o governo iria enfrentar, nesse restinho de legislatura, deputados com os mais variados ânimos: alguns felizes pela reeleição e, quem sabe, até pela eleição de amigos e parentes, alguns infelizes por terem perdido suas vagas e outros um tanto quanto rancorosos por terem perdido, além da vaga, o prestígio ou em seus estados, ou com a presidência.
Esse Congresso Nacional recheado de sentimentalismo não faz bem para a democracia brasileira e, esperto como é, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que após sair derrotado das urnas na corrida pelo governo do seu estado endossa a turma dos descontentes, prometeu aos colegas que iria colocar na pauta o reajuste dos salários de suas excelências.
A proposta de aumento dos vencimentos dos deputados é bastante simples: já havia na mesa diretora a proposta de equiparar os vencimentos dos legisladores com aqueles recebidos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Hoje, para se ter uma ideia, um ministro do STF recebe cerca de R$ 29.400,00, enquanto um deputado federal recebe algo em torno de R$ 26.700,00. Ou seja: um aumento de quase três mil reais deve, por ora, acalmar os ânimos da casa que já se mostrou, na primeira votação, extremamente hostil. É o tipo de matéria que não precisa sequer de cobertura jornalística em cima porque, o cidadão achando bom ou não, é a matéria mais fácil de ser aprovada nesse que pode aparentar o período de transição mais difícil dos últimos dez anos. 

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